Como serão os próximos anos para a advocacia?

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Como serão os próximos anos para a advocacia?
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A profissão de advogado foi e é uma das profissões mais desejadas pela população brasileira. Mas uma das perguntas é: como será a advocacia no futuro?

Atualmente, no Brasil, existe cerca de 01 advogado para cada 200 habitantes e estima-se que há mais de 100 milhões de processos no país, ou seja, existe muito trabalho para os departamentos jurídicos em empresas ou em escritórios.  

Existem teorias que informam que a profissão será dominada por robôs, o que não é uma verdade. Contudo, os advogados no futuro deverão sim desenvolver um novo modelo de trabalho, seja por meio de uma melhor utilização de tecnologias ou no desenvolvimento de novas competências comportamentais.

Para te auxiliar nesse desafio, separamos algumas tendências extremamente importantes nos próximos anos para os advogados. Leia com atenção para aprender e aplicar o quanto antes em sua rotina e, assim, se destacar futuramente em sua profissão.

 

01) Advogados em alerta para novas oportunidades

Após os recentes e não tão novos escândalos no Brasil, como a Lava-jata, eleições em 2018 e diversos casos de corrupção diminuiu e muita o índice de confiança dos brasileiros perante a justiça brasileira.

E para evitar novos problemas, uma das maiores tendências para a advocacia no futuro, que por sinal já está em alta atualmente, é o mercado de compliance no Brasil. E o que poderá ajudar nessa área é a nova Lei Geral de Proteção de DADOS, a LGDP, que aumenta as novas demandas de profissões e necessidades de compliance para garantir a segurança de dados e proteção da privacidade nas empresas.

Segundo uma pesquisa de Maturidade do Compliance no Brasil, realizada pela KPMG, traz dados sobre como será importante os advogados no futuro se especializarem nessa área;

 

  • 64% das empresas possuem um processo de avaliação de riscos de compliance;
  • 54% não têm um processo eficiente de Due Diligence para terceiros;
  • 33% envolvem o compliance em decisões estratégicas;
  • 69% afirmam que abordam as infrações de compliance.

O profissional de advocacia no futuro deverá pesquisar e conhecer bem os desafios que o país em que atuará impõe para conseguir superá-lo de forma eficaz.

 

2) A tecnologia na rotina jurídica

Não é de que a tecnologia está sendo incorporada à gestão jurídica para melhorar a eficiência e entrega dos serviços da área. É fato que algumas atividades consideradas mais operacionais, como, por exemplo, a gestão de processos trabalhistas poderão ser delegadas aos robôs futuramente. Eles vão conseguir identificar de maneira ágil os processos semelhantes para protocolar e até criar uma petição de forma automática, sem precisar envolver nenhum profissional de advocacia.

E essa tendência tende a auxiliar e muito os departamentos jurídicos/escritórios, por meio de soluções de automação. Essa tecnologia vai contribuir para gerar novos conhecimentos, acesso às publicações, jurisprudências e até possibilitar a análise de dados internos para melhorar o desempenho da área.

De acordo com o Thomson Reuters, a automação nos departamentos jurídicos contribuirão para:

 

  • Otimização das tarefas cotidianas;
  • Diminuição no tempo de resposta;
  • Maior controle sobre os custos processuais;
  • Implantação do modelo de tomada de decisão orientada por dados.

 

3) Desenvolvimento de novas competências

Assim como falado acima, os advogados no futuro precisarão desenvolver algumas habilidades voltadas a competências comportamentais. Muitas empresas buscam atualmente profissionais que além de serem ótimo na área de advocacia, possuam também um senso de dono e perfil empreendedor.

Não é novidade que em um futuro próximo, o papel do advogado seja mais colaborativo. Segundo um artigo publicado na Forbes, os fundamentos da advocacia não sofrerá grandes mudanças, contudo o que irá mudar drasticamente será como os serviços jurídicos serão prestados. Assim, os advogados deverão estar cada vez mais alinhados aos gerentes de projetos para desenvolver soluções que atinjam as expectativas dos clientes e criem valor para o negócio.

Segundo a empresa Robert Half, especialista em recrutamento, os advogados no futuro deverão ter as seguintes competências:

  • Senso de dono;
  • Perfil empreendedor;
  • Visão de negócio;
  • Dinamismo;
  • Antecipação às necessidades do cliente;
  • Perfil colaborativo para criar novas soluções/produtos.

 

4) Legal Design

Atualmente, graças às metodologias de Design Thinking e User Experience, os aplicativos buscam trazer as melhores soluções para as pessoas de maneira prática e fácil.

E não será diferente com o Legal Design que irá buscar atender de maneira eficiente o cliente na ponta. Afinal, o consumidor já está acostumado a usar apps em seus smartphones para resolver muitas questões pessoais e profissionais em seu dia a dia.

Por esta razão haverá aplicativos que permitirão que o cliente possa entrar em contato com o seu advogado, de maneira fácil, além de acompanhar o andamento de seu processo pelo mesmo aplicativo, de maneira personalizada.

A área jurídica passará a ter um olhar mais humanizado, construindo uma relação e engajamento com o cliente-advogado gerando resultados mais satisfatórios para ambos os lados.

Como vocês puderam perceber após a leitura deste artigo, os advogados do futuro, assim como muitas profissões, terão grandes desafios pela frente e deverão ser resilientes para acompanhar as tendências e o futuro do área.

Daniel Fernandes

Daniel Fernandes

Coaching em Marketing Jurídico - Colunista no Blog do EPD Online.
Daniel Fernandes
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