4 Tendências sobre Compliance para 2018

compliance tendencias
4 Tendências sobre Compliance para 2018
Avalie esse post

Você que atua na área jurídica ou estuda para ser advogado já deve saber que o Compliance – do inglês, que significa conformidade – é uma ferramenta vital para as empresas se blindarem de possíveis problemas legais.

Nesse texto: Compliance: A importância de um departamento jurídico dentro de uma empresa, você saberá mais sobre o assunto.

Para 2018, a prática do Compliance deve estar em alta por vários motivos. Podemos citar 4 fatores que tornam esse assunto tão em voga nos departamentos jurídicos das empresas:

– Forças políticas e econômicas;

– Atitudes regulatórias;

– Mudanças na tecnologia, influenciando como os indivíduos trabalham;

– Mudanças operacionais, influenciando na forma como as empresas trabalham.

Então, podemos considerar que esses fatores provavelmente irão interferir nas tendências de Compliance das empresas e na rotina dos advogados de Compliance nesse ano.

Abaixo, confira 4 tendências que certamente farão a diferença no Compliance em 2018:

 

1 – Atitudes anticorrupção
A suposição mais segura é que a economia que vemos hoje no Brasil – com retorno do crescimento – provavelmente persista. Daí, as empresas devem apostar no crescimento de maneira geral.

Diante das falhas na governança política brasileira, muitas vezes incapaz de se livrar da corrupção ou para agir de forma decisiva para revigorar o crescimento econômico, a tendência é que as empresas promovam uma verdadeira varredura contra a corrupção interna.

A corrupção nos negócios, seja interna ou através de relações de terceiros, pode representar riscos financeiros, de reputação, operacionais e de conformidade. Portanto, o anti-suborno e a anticorrupção devem ser prioridade para as empresas.

 

2 – Sistemas de garantia de identidade
Em 2018 é claro que a tecnologia jurídica continuará a ser importante para ajudar os departamentos jurídicos a se tornarem mais eficientes e lucrativos.

Aqueles que adotarem essa tendência antecipadamente se beneficiarão, enquanto aqueles que não fizerem, correm o risco de ficar para trás.

Os departamentos jurídicos têm uma incrível quantidade de dados e informações que os hackers querem.

A tendência é que deverão ser adotadas mais medidas de segurança cibernética, ou veremos mais exposição de informações de clientes em 2018.

A segurança cibernética baseada na autenticação (senhas e tokens) está atingindo seu limite.

No mundo moderno das redes wi-fi abertas, dispositivos móveis, a internet das coisas e hackers infinitamente inteligentes, é necessário mudar para um sistema de garantia de identidade, onde as empresas monitoram usuários de suas redes para avaliar o comportamento “normal” e investigar atividades anormais.

 

3 – Análise de riscos em potencial
O conselho interno das empresas precisa entender claramente as definições e o alcance das questões abordadas no cenário regulatório em que operam, tanto domésticas como internacionais.

A tendência é que os advogados internos antecipem o que poderia constituir uma “vantagem comercial” muito antes de essa questão ser colocada por uma sanção.

O que o conselho interno deve ter em mente é avaliar as áreas de risco com potencial em relação ao suborno e corrupção.

 

4 – Comunicação através da tecnologia
A tecnologia que permite que a empresa faça conexões com clientes atuais ou potenciais está se tornando cada vez mais acessível todos os dias.

A comunicação do consumidor mudou de telefone e e-mail para mensagens de texto.

Para melhorar as novas taxas de conversão do cliente e aumentar o engajamento global do cliente, o uso de mensagens de texto em comunicações diárias ou rotineiras se tornará um requisito para as empresas.

 

Boas práticas de Compliance
No contexto dos regulamentos e da fiscalização anticorrupção, os departamentos jurídicos corporativos devem começar com uma avaliação abrangente do risco.

A certificação também vale a pena ser examinada na rubrica de Organização Internacional de Normalização para a conformidade anticorrupção (ISO 37001).

Independentemente dos padrões de certificação específicos, a avaliação de riscos deve sempre ser responsável pela geografia e parceiros de negócios.

A empresa precisa garantir que os terceiros com quem trabalha estão operando e seguindo os mesmos padrões.

Para fazer isso, os advogados internos devem ser capazes de identificar os sinais de alerta.

 

Como os advogados de Compliance podem se preparar agora
Em 2018, uma coisa é certa: os advogados de Compliance enfrentarão problemas econômicos e riscos regulatórios.

A questão que os advogados enfrentam hoje é como você pode estruturar seu programa de Compliance para enfrentar os desafios que virão amanhã?

Uma grande parte da resposta é que o profissional precisará ser capaz de aproveitar a tecnologia para “aprimorar” a função GRC (Governança, Risco e Compliance).

Isso não significa que os profissionais de Compliance devam aprender o último aplicativo de mídia social que todos estão usando ou memorize todas as características de cada conjunto de software GRC.

Em vez disso, precisará entender como fazer a tecnologia aumentar todas as suas operações de Compliance.

Em termos práticos, isso significa que os profissionais de Compliance precisarão ser capazes de fazer 3 coisas:

– Compreender como os macros desafios agem em seu mundo e traduzir isso em práticas melhores nos seus negócios;

– Trabalhar com aliados internos (RH, chefes de operações), bem como especialistas externos (consultores, provedores de tecnologia) para desenvolver respostas econômicas para esses desafios;

– Comunicar-se com os líderes de diretoria, CEO e operações comerciais sobre como sua visão para o GRC protege a empresa e, sempre que possível, dá ao negócio uma vantagem competitiva.

 

O que está em jogo? Não aproveitar as tendências para GRC deixará a empresa atrás da concorrência.

O mesmo vale para sua carreira: se você não pode dominar a área em que atua, sua carreira tende a não decolar.

Isso pode significar desemprego ou perda de emprego. Ou ainda permanecer num trabalho estressante.

Seja como for, esta é uma ocasião em que as suas necessidades, sua profissão e sua empresa se alinham na mesma direção.

A hora é agora para dar uma olhada na sua carreira e começar a movê-la na direção certa.

A maior oportunidade é usar a educação à distância para ser mais eficiente e maximizar o tempo de estudo para que você também tenha tempo em família.

Para ter sucesso em 2018, olhe para algumas das tendências mencionadas aqui e faça já um curso de pós-graduação em Direito Corporativo e Compliance da EPD Online.  

 

Daniel Fernandes

Daniel Fernandes

Advogado e Marketing Jurídico - Colunista no Blog do EPD Online.
Daniel Fernandes

Últimos posts por Daniel Fernandes (exibir todos)

Compartilhe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *