Como entender a política brasileira com Star Wars

Como entender a política brasileira com Star Wars
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Star Wars é um marco na história do cinema, que arrecadou só em 2017 US$ 1,04 bilhão nas bilheterias e, a sua fama vai além dos emocionantes conflitos estelares, com explosões e espaçonaves potentes; a sua história é sobre política e a busca do poder – que na maioria das vezes (para não dizer em todas), acaba em guerra.

 

Portanto, se você achava que o sucesso dessa obra de George Lucas estava limitada à ficção, saiba que a verdade é bem o oposto disso, já que se trata de um roteiro totalmente compreensível e que pode ser aplicado aos sistemas políticos que estamos familiarizados – incluindo o brasileiro. Quer entender a política brasileira com Star Wars? Então, só não parar a leitura.

 

A política Star Wars

Como entender a política brasileira com Star Wars 2

Ao falarmos sobre política, precisamos estar esclarecidos quanto a uma coisa: ela se trata de um acordo e, não importa se esse é favorável ou não. Em Star Wars nós assistimos os Jedis de um lado, representando a força do bem; do outro, nós nos deparamos com os Siths, o lado mais sombrio da força e que deseja instaurar o autoritarismo usando como principal estratégia, conflitos dentro do Senado.

 

Mas, calma, vamos rebobinar um pouco essa história e nos concentrar no episódio I, com a Ameaça Fantasma, onde nos deparamos com um Senado que está prestes a ruir, enfrentando diversos conflitos, na maioria deles relacionados à Federação do Comércio, que controla tudo o que transita comercialmente na galáxia. Ao passo que o Senado estava concentrado nos problemas dessas transações, outros problemas aconteciam e cada vez mais mega-corporações tentavam dominar, por se desvincularem da (até então) República.

 

Contudo, mesmo cientes desse problema, o Senado não toma providências para que as soluções possam  acontecer e deixam tudo preso às burocracias. Mas, quem sofre com essa inércia é o povo que está abaixo dessa autoridade e, nos deparamos com grupos independentes serem desenvolvidos; e, é nesse contexto que somos apresentados a Anakin Skywalker e sua mãe, que servem como escravos.

 

Voltando ao topo da pirâmide, os Jedis e Siths, entendemos que a força representa percepções diferentes para cada um desses – para o primeiro grupo ela oferece equilíbrio entre as raças e a instauração da paz; para o segundo, ela oferece a oportunidade de domínio.

 

Unido ao contexto frágil do Senado, Palpatine que serve como senador de Naboo, mas que esconde a verdadeira identidade Sith, identifica a oportunidade de formar aliados e, como já dito, a política trata-se apenas de acordo, certo? Assim, aos poucos com sua paciência e estratégia inabalável ele vai se infiltrando no Senado e ganhando admiradores que veem em suas ideias o estabelecimento da paz; e, pouco a pouco mais pessoas passam a depositar crenças em seu domínio.

 

Infiltrado como era (Sith Lord e Chanceler do Senado), Palpatine passa a controlar as duas frentes da disputa, formando fortes alianças que aos poucos o conferem o poder total para instaurar o caos e ser o “poderoso-chefão”, que manda e desmanda. Uma dessas alianças potentes, é quando notamos que ele consegue corromper para o lado negro da força o jovem Skywalker, que na trama, seria o único a desmantelar seu domínio.

 

Por fim, temos o poderoso e não tão inabalável assim Jedi, Anakin Skywalker, se transformar no cruel Darth Vader. Manipulado por Palpatine, ele se torna a principal arma usada para cumprir com o propósito dos Siths.

 

O equilíbrio da força

Como entender a política brasileira com Star Wars

Acordo, certo? Mas, o que tem política a ver com acordo? “A união faz a força” esclarece muita coisa. Palpatine formou alianças poderosas e, o mais interessante de tudo isso, é que ele sempre soube usar  as palavras corretas, aquelas que as pessoas buscavam. Apesar do vilão monstruoso Darth Vader, enquanto Anakin ele buscava o equilíbrio da força dentro de si; ele acreditava que esse equilíbrio poderia devolver a paz que todos queriam. E, foi por isso que ceder à lábia de Palpatine foi tão fácil, visto que ele realmente acreditou que ceder ao lado negro promoveria a união que buscavam.

 

Já que a paz não estava acontecendo com a liberdade, será que ela não aconteceria com um único domínio? Assim como todos os governos, especialmente os caóticos, a propaganda é o gatilho para que cada vez mais pessoas comprem a ideia Sith e fortaleçam ainda mais esse novo ideal; rapidamente identificamos voluntários que desejam ter participações nessa nova ‘era’ e o número de Stormtroopers (os soldados do império) começa a aumentar absurdamente.

 

Emocional das pessoas afetado e poderio militar intensificado, temos um governo poderoso, onde tudo é controlado; a cada nova voz que vá contra o Império Galáctico, seja por mera opinião ou por imposto recusado, há stormtroopers dispostos a levar tal “desertor” à cadeia… assim, nenhuma maçã podre pode contagiar outros a ponto de se tornar algo fora de controle.

 

Todavia, como se não bastasse o controle mental, cultural e militar por meio do medo, é preciso fortalecer ainda mais esse temor, pois o terror de que quem domina precisa ser visível e indestrutível; e, para sustentar esse objetivo temos a construção da Estrela da Morte, a arma mais poderosa e capaz de destruir todo o mundo com apenas um comando.

 

Política brasileira com Star Wars

Como entender a política brasileira com Star Wars 3

Podemos moldar Star Wars aos diferentes sistemas políticos, atuais ou de nossos antepassados, onde por mais absurda pareça uma ideia, ela é tatuada no peito de quem se sente excluído e desamparado. Aliados a mentes ambiciosas em busca do poder, esses seres frágeis, são moldados e fortalecidos para que esse governo viva.

 

Durante a Ditadura Militar no Brasil (1964 – 1985), tivemos a opressão de um governo que prometia a qualidade de vida dos brasileiros e ascensão ao estrelato internacional, desde que todos os civis dissessem “Sim” e não resistissem a quem realmente detinha o poder.  

Mas, não vamos aplicar Star Wars a esse período, e sim ao que vivemos hoje, denominado de Democracia, onde há escolha de personagens para representar a vontade da maioria. Quando as pessoas elegem essas figuras, elas depositam fé de que seus pensamentos sejam atendidos. Em períodos de eleição, vimos o poder das campanhas publicitárias e, as promessas que afagam os ouvidos das minorias e maiorias, bombardearem os principais meios midiáticos.

 

No entanto, assim como nem todo Jedi é inabalável, nem todo eleito resiste às ambições deturpadas que existem no cenário político – alguns querem poder para fazer  o bem; alguns querem fazer o bem porque querem o poder; mas, no fim, todos querem o poder.

 

Quanto mais frágil está a vida da população em um país, mais exposta ela está a ceder a mentes insanas e prontas a atacar com Leis rígidas, que vão moldando a Constituição Federal na principal Estrela da Morte, capaz de provocar destruição. Os AIs (Atos Institucionais), deixaram isso muito claro durante a ditadura militar.

 

Não estamos dizendo que a política é composta apenas por gente corrompida, estamos apenas falando que a história da política brasileira é cercada por Jedis, que não souberam compreender a força que detinham e, fizeram acordos que mancharam a imagem do Brasil; mesmo sendo eleitos pela maioria, no final das contas, escolheram aquilo que desejavam internamente. Corrupção, mentiras, escândalos, acordos problemáticos e tudo o que tange os maiores dramas do cinema, já vivenciamos aqui na terra do Pau-brasil.  

 

Não queremos que mais Siths que se dizem Jedis dominem nossas mentes, não é mesmo? Então, vamos acender nossos sabres de luz e defender para que a bondade que vive em nós, não seja maior que o poder que nos ensinam a almejar, pois só assim, a força ‘talvez’ esteja com você.

 

Feliz dia do Geek!  

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